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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

E não há necessidade de dizer algo?


  Eu suponho que você sabe agora que voltaremos a nos encontrar alguma hora em algum desses dias. Porque, afinal de contas, o tempo até pode vir e levar para longe essa dor, mas eu só gostaria que minha mente ficasse lúcida por mais alguns dias, que eu não enlouquecesse com tantas provas, roupa para lavar e com os ônibus que estão sendo queimados por aqui.
  Lúcida para que? De que adianta essa lucidez maluca, se, depois de tudo que construimos no decorrer dos anos, a vida não passa de uma grande bagunça bem organizada. Chega a ser irônico o quanto ela é bem planejada. Tire seus sapatos, tire meu vestido.
  Hoje estava sentada na escadaria da igreja matriz do meu bairro e vi um menino rico, mas sozinho, porque todos os casais já haviam se formado. E eu ali, lendo um livro chatíssimo e fingindo que nao o olhava. A menina que ele amava tinha lhe prometido um beijo, mas ele era tão novo, porra, tão novo! E os políticos se esquecem das promessas que fazem aos eleitores.
  Esse "que" é uma conjunção integrante, esse "a mais os" é um preposição e, creio eu, que "eleitores" é um objeto indireto. E você não tem uma namorada.
  Bom, e agora voltamos ao inicio, é apenas um sentimento que ninguém sabe, que ninguém sentiu ainda. Mas só porque eles não conseguem entender não signifique que você precise esquecer.
  Então, esse texto confuso e embaralhado é para o menino rico que eu vi na escadaria. Não, não há necessidade alguma de dizer... de dizer adeus.

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