Hoje
resolvi fazer algo diferente, escrever de outra forma. Contar outra coisa.
Depois de todas as correntes insuportáveis dos famosos "Jogos dos
Desafios" no facebook, o qual você tinha que beber um litro de cerveja,
ler um trecho da Bíblia ou postar uma poesia, eu fui "desafiada" a
escrever algo para alegrar uma pessoa que eu amo muito e que foi magoada pela
vida.
Como prosseguir, o que fazer? Quando você escreve algo para si, para sua
alma e para confortar o seu âmago, é muito fácil. Talvez pelo fato de
acharmos que qualquer coisa esta bom para nós, que o nosso máximo é o
suficiente. Agora, quando se trata em ajudar ou agradar os outros, o negocio
muda. O nosso máximo não é nem perto do mínimo e não sabemos o que
fazer.
Dar todos os conselhos velhos e ultrapassados é tão clichê que chega
a ser ridículo: "de tempo ao tempo", "tudo vai dar certo",
"se não for não era para ser" e tantos outros que ouvimos de todas as
pessoas quando passamos por um momento assim. De nossas primas, amigas, mães e irmãs.
Mas, o pior de tudo, é que não é isso que queremos ouvir. Queremos algo novo,
diferente, que nos inspire a acordar no outro dia sorrindo para o mundo, ou,
pelo menos, não chorando para ele. Queremos algo que nos faca sentir bem, que
nos de uma inspiração para continuar vivendo essa vida que só insiste em nos
machucar.
Desafio difícil esse, não? Encontrar uma palavra, uma frase, ou um conjunto
delas, que faca alguém que você ame sair da cama e viver a vida. Às vezes
quando você escreve para você mesmo, acaba-se tocando o coração de alguém, mas
o que acontece quando alguém já destruiu seu coração e parece que nada que
possa ser dito adiantara alguma coisa?
As pessoas pensam que os escritores são os conselheiros da vida que, só porque
sabem juntar belas palavras em orações muito bem subordinadas, temos os
conselhos e as soluções para tudo na vida. Mas a verdade é que nem nós sabemos
o que estamos sentindo. Muitas vezes nem sentimos alguma coisa. Muitas vezes
sentimos demais, e algumas vezes não sabemos se existe palavra no dicionário
(nem de origem do latim) que explique o que tanto aflige nosso âmago.
O fato é que, quando a vida nos machuca, nos machucamos ele de novo. E como
fazer isso? Provar para todos (e aqui vem à parte mais difícil: provar para si
mesmo) que você é capaz, sim, de ser feliz, de viver bem. Porque não importa em
quantos pedaços o seu coração se parta, o mundo não para que você o concerte,
para que o cole e, alem disso tudo, não existe cola tão forte assim, cola que
resista a partida. O mundo vai nos machucar, isso é um fato, às vezes vem de
quem a gente menos espera, as vezes vem nas horas que tudo podia dar certo, e
não deu, mas uma coisa é certa: se não existisse bactérias, a produção de
antibióticos seria inútil. E deixar pra indústria farmacêutica produzir na hora
que você mais precisa? É um movimento meio arriscado.
O que eu quis dizer com isso tudo é que é importante se machucar as vezes:
ajuda a lembrar que esta vivo, que viver é bom e, o mais importante de tudo,
que isso te deixa mais resistente. Antibiótico é a cura das bactérias, feridas
no coração é a cura da vida.
O problema é que nenhum antibiótico funciona 100%
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