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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A ausência da falta de conotatividade

  Era uma vez alguém. Esse alguém era tão humano que achou que seria uma grande idéia inventar uma definição para um sentimento tão alheio: felicidade.
  E, por ser exatamente tão filho de Adão, seu conceito era tão abstrato quanto uma pintura romântica: apenas ele saberia o que significa ser feliz.  E ponto final.
  Os anos se passaram e ele, como todo bom mundano, morreu. E levou a definição consigo para o fundo da terra. O que era ser feliz virou comida de minhoca e a humanidade perdeu a única chance que tinha de ir para os céus? 
  Será que tal homem, o grande inventor, foi para tal lugar mágico ou ficou no cárcere sofrendo por morrer? Seja como for, ou para onde ele foi, ninguém jamais soube o que era a felicidade.
  Eu não sei, mas quer saber de uma coisa, caro leitor? Esse homem que inventou essa palavra morreu infeliz.
  Bem aventurados são os que possuem a ignorância pois eles serão consolados. 

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