Desculpe, meu bem, por ter ficado muito tempo sem escrever nada e agora, de repente, escrever quase que todo o dia sobre qualquer coisa. É que eu me senti intimidada, senti medo também, porque, atualmente, todo mundo escreve e eu pensei que tudo que eu fizesse nunca fosse bom se comparado ao que o restante do mundo faz.
Bobagem, não?
É que eu não quero falar pra você o que você não quer ouvir, assim como não quero que você faça as coisas que não se sinta extremamente confortável a fazer. Não quero que você sinta a pressão dos meus versos nulos esmagando seus pensamentos toda a vez que você deitar a cabeça no travesseiro. Não quero falar demais, ou falar pouco. Não quero que você me encontre quando estiver chovendo, não quero abrir meu coração para ti, se você ainda não está preparado para ouvir tudo o que eu carrego nas costas. Não quero te fazer pagar as coisas por mim, se você não tem dinheiro. Não quero colocar nomes, muito menos sobrenomes.
Eu só quero que você leve-me aos lugares que eu nunca fui antes, que faça-me sentir feliz e realizada todos os dias só por ter alguém com quem conversar. Eu só quero pegar você se você cair, só quero estar lá de manhã quando o sol explodir. Eu só quero que você surja por aquela porta e tire meu folego. Eu só quero passar a noite inteira acordada, porque quero tanto viver que não posso perder tempo dormindo. Eu só quero pular na cama e te acordar quando você estiver cansado demais por me ouvir a noite inteira.
Quero estar junto de ti, seja lá o que for "junto". Pelo tempo que for necessário. Pelo tempo que for preciso. Seja lá qual for esse tempo também. E sem medo. Seja lá o que for digno dele. Nem de quem escreve melhor do que eu, nem de avião, nem da chuva molhar-me.
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