Amor, culpar-te-ei por ter quebrado meu coração quando dissestes que não me amava mais, quando não me queria mais. Sofri como um andarilho perdido no deserto, sedento por um copo de água gelada.
Pensei por meses a frio qual era o problema comigo, porque contigo não havia problema algum. Seria o fato de eu falar demais, ouvir demais, pensar demais e sentir demais? Ou fazer perguntas demais? O falar demais "demais"?
Aí percebi, por conta própria, que teria que parar de encontrar, ou te tentar, culpados, fosse eu ou fosse você, ou fosse uma terceira pessoa.
E agora, meu amor, não sei se posso escrever sobre você. Não sei se tenho permissão divida para fazê-lo. Tenho medo que você leia meus versos mal feitos e sinta que são para ti, e nunca foi minha intensão fazer tal coisa. Já vivo demais com os fantasmas do teu passado pulando em mim a cada esquina que eu viro e a cada rua que eu atravesso, com seus sorrisos falsos, suas olhos borrados e suas lágrimas mal enxugadas.
Postar isso para quem quiser ver será uma declaração de amor.
E eu não te amo.
Eu não vou dizer que te amo.
Pelo menos não em alta voz.
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