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domingo, 22 de setembro de 2013

Nosso amigo

Eu tinha um amigo que, coincidentemente, era teu amigo também.
Que me ensinou a chorar.
Contou-me sobre sua vida, em um idioma em particular.

Ele era o único filho do seu pai, era o primeiro de sua mãe
Que viu a neve cair nos seus dezembros
E gostava de tempestades e de fortes ventos

Toda as lembranças que ele me deu
Todas as fatias de pão
Todas as letras de musica e todas as passagens de avião.

Mas o mundo eh difícil, eu digo por conta própria.
Ele se apaixonou por alguém que não era seu
Perdeu seus amigos e família, eu o perdi ele me perdeu

Ele parecia feliz, por uma noite e por uma tarde
Ouvia suas risadas nos meus sonhos e acordava
E ele acabou andando nos ombros de quem não amava.

Sim, mas um dia as coisas acabam
E tudo parece andar no rumo que deveria estar
Quando ele ligou-me e veio morar comigo, onde devia ficar

Mas, podre alma, não ficava feliz e queria sempre mais
Ser apenas meu amigo era o que bastava
Mas voltou a andar na mente de quem não amava

Eu escrevi isso para nosso amigo
Que não sabe muito bem para onde vai
E agora anda sozinho, nas ideias do próprio pai.

Se, um dia, o beijar novamente
Mande lembranças dos meus sorrisos
Porque ele te contara minhas piadas
E dai, cartas não serão o bastante, para eu saber que não sou sua amada.

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