E, do nada, a vida muda.
Ela joga no teu caminho pessoas que você nunca pensou em conhecer, tira dele amores que você julgou serem eternos e amizades por quem você dava a alma e arrancava o coração. Ela faz de você o melhor que você pode ser, o pior que se pode pensar em ser, e o nada. Você é tudo, você é quase tudo, você é nada e quase nada. Você é o bonzinho, o malvado e o indiferente.
Um dia você está trancado no quarto de pijamas, com um cabelo horroroso, querendo morrer e matar todas as pessoas que você deixou, naquele maldito dia em que tudo parecia colorido e feliz, se aproximarem de você. Em um dia de sol você está deitado no sofá da sala, olhando para o teto e pensando "que merda estou fazendo da minha vida?". Em uma noite de sábado perfeita para festas e bebedeiras, você fica sozinho em casa comendo miojo e procurando uma versão legendada de "Um amor para Recordar".
Sim, você tá no "fundo do poço" e no fim do caminho.
E então, algo incrível acontece: você percebe que não tem como cair mais, que já está no final na encruzilhada e que a água não te afoga mais. E o que resta agora?
Voltar. E nunca é tarde demais para começar tudo novamente.
E, claro, você não vai colocar seu salto mais alto, sua saia mais curta e sair por aí lançando sorrisos a torto e a direita como se não tivesse acontecido. Como seu coração não estivesse despedaçado.
A dor é algo bom, significa que você tentou alguma coisa. E ter o coração partido em mil pedaços significa que você tem um coração para começar e uma alma que pode ser ferida. Acredite no que eu digo: a maior parte das pessoas não tem ambas as partes vitais para a existência humana.
"Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance."
Sabe-se lá quantos bailarinos você encontra pelo caminho dançando com você. A vida é um festival, o qual ganha quem arrisca mais vezes. Quem entra no palco sem medo e quem sai dele sorrindo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário