"Alice: - Quanto tempo vale o eterno?
Coelho: - Às vezes apenas um segundo."
Meu amor, em quanto tempo cabe o “eterno” ou
o “para sempre”? Às vezes em menos de uma noite, de uma tarde, de uma madrugada.
Às vezes, arrisco-me dizer, em menos de uma hora, de um sorriso, de um beijo
dado às pressas pela correria do dia a dia. Às vezes o eterno é tão pequeno que
não cabe nem na palavra “amor”, palavra essa com um sentido forte e
arrebatador, porem assustadora.
Pode caber nesses versos mal feitos que eu
insisto em continuar escrevendo sabe-se la
para que, sabe-se la para quem, e que você insiste em dizer que são bonitos
e profundos. Poderia dizer que os escrevo para ti, afim de que entenda que,
como poetisa, atribuindo esse mister a mim mesmo (claro), minha função é transpor
em palavras o que não consigo transmitir com a minha própria voz rouca e gasta
depois de um dia inteiro trabalhando em uma sala bem climatizada. Eu poderia, mas na verdade, eu não os escrevo para ti. Considerando
o fato de que escrevo desde que me
considero por gente e você só apareceu na minha vida desde que me considero por
feliz.
Qual seria o motivo então, meu bem, qual
seria minha motivação e qual seria a incumbência dos meus versos senão ser de
total agrado e aprovação para você mesmo? Afirmo, com minha voz mais tremula do
que o normal, que são para medir em quanto cabe o infinito. Por que escrevendo
assim, para ti, sei em quantas palavras pode-se traduzir o amor, a amizade e o
aperto no coração. Alguns são tão curtos que chegam a assustar, outros
incrivelmente longos e poéticos que meu âmago se enche de alegria.
E agora, ao terminar este texto, ao dizer
tudo o que eu tinha que dizer, afirmo, meu amor, que sei em quanto tempo cabe o
eterno. Não é em um texto, nem um minuto ou em uma noite. O eterno cabe no seu
sorriso e nas cores do seu olhar. Encontre uma palavra dita anteriormente que
descreva tudo isso...
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