E você sabe por que não?
Porque ele conheceu dois jovens apaixonados, e agora veria um de cada vez,
andando sozinhos pelas ruas do capitalismo selvagem. Dois jovens que, naquele
momento, pareciam nunca ter tido qualquer contato com o amor, qualquer suspiro
de excitação. Se tal pintor pintasse-me agora retrataria apenas a angustia,
angustia essa de esperar. Esperar que algo incrível venha a acontecer, que alguém
incrível surja do nada.
Impossível
que alguém surja do nada. Ao menos que você apareça.
O tempo vai
vir correndo contra o vento e vai tirar toda essa dor. Mas eu não quero, eu
quero que minha mente continue assim. Triste? Talvez, mas insana.
Quero que
minha mente continue assim, quero que minhas lembranças continuem assim
insanas, intactas, porque apenas deste modo poderei ouvir sua voz e ver seu
rosto.
Não existe
um momento que eu apagaria. Nem se houvesse alguma borracha para tirar a tinta
de uma tela esquecida.
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