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terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Assassinato da Solidão

    Eu era feliz sem você. Era feliz porque, acho eu, não pensava que estava, de fato, sem você ao meu lado. Acho que inventei você, inventei uma realidade para te ter aqui. Se pensasse que estava sozinha, provavelmente, estaria morta. As culpadas? A saudade e a tristeza. A primeira foi a mentora do crime e juntamente com a tristeza, sua cúmplice favorita e mais amada, haviam matado uma menina. Haviam afogado-a numa grande bacia de melancolia. Detalhe para que ela, no início, tentou resistir, mas depois desistiu pois viu que era inevitável aquela luta e o fim era evidente.
  Eu fui aquela menina, meu bem, eu morri. Eu morri, não meu corpo. Aparentemente, continuo aqui, até pareço estar saudável e meu cabelo nunca esteve tão brilhante e tão vermelho. Minha alma, porém, já morreu há muito tempo, meus poemas foram a única coisa que dela restou, poemas estes que falam de você.
  Tudo indica, então, que você é a única parte viva da minha alma, a única parte viva em mim, escondido em algum lugar obscuro dentro do meu coração.
  Ainda sou a única parte viva em você? Saiba, meu bem, que se for, estou escondida do mundo, escondida da solidão, mas nunca escondida de você.

2 comentários:

  1. oi, sou eu novamente, nunca mais entrou no skype ? Se possível entre sexta la pelas 19h, tenho uma proposta pra te fazer que é tudo de bom. =)

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