Apaguei o cigarro da sua boca, amei daquela vez como se voce fosse a ultima pessoa do mundo, dancei naquele dia como se a musica acabasse para sempre, me declarei como se fossem celar meus labios. Cortei o coracao como se ele nao sangrasse.
Isso que da ver tanta televisao.
Queria tanto sentir algo novo por alguem, que bebi a agua do copo com tanta rapidez que me engasguei. Queria tanto ser diferente que acabei sendo igual a todas as outras. Todas as outras que apagam os seus cigarros de palha.
O banco do passageiro nunca me pareceu tao desconfortavel assim, deve ser o cheiro de nicotina espalhado pelos ares. Queria saber quem estava do teu lado, ou quem estaria. Se eu nao tivesse aparecido na sua vida, tudo seria a mesma coisa? Pelo menos diga que alguma coisa eu mudei.
Queria correr ate voce, me jogar os seu encontro, bater na sua porta, na sua cara, dizer que voce eh um troxa por nao me perceber aqui. E pedir se quer ficar comigo para sempre.
O que voce diria? Nao?
Eh, isso que da ver tanta televisao. A musica acabou, os labios celaram-se e meu coracao... bom, nunca esteve inteiro para poder se quebrar.
Acontece que nao existe outro alguem como voce...
E seu cigarro ainda esta acesso.
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