Senti-me estancada em frente a um muro. Como se eu estivesse diante do enorme muro de Berlim, sozinha, com um martelo na mao e a liberdade dependia apenas de mim.
A libertacao da minha alma dependia apenas de mim.
Cada esquinha que eu virava, fazia meus olhos percorrerem todos os rostos na esperanca de te encontrar. Fazia questao de olhar nos olhos de cada pessoa para certificar-me que aquilo que eu vi nos seus olhos era exclusividade sua. E era.
O muro, de um forma metaforica, obviamente, era o que em empedia de sair correndo ao encontro de seus bracos. Chamam isso de razao. Alguns dizem que eh preciso ouvi-la, outros dizem que nao precisa usa-la quando se tem amor. E eu... o que eu digo? O que eu acho?
Eu ate poderia usar a razao, ate poderia usar a cabeca, mas como vou usa-la sendo que meus pensamentos sao apenas sobre voce? E como destruir esse muro se eu tenho medo dos tijolos? Se o martelo eh muito pesado?
Espero que hoje esteja no clima de entender minhas metaforas.
Acho que seria mais propicio usar esse martelo para tirar os pregos que preguei em meus pes, depois que o coracao partido nao foi o suficiente, com a finalidade de nao cair mais.
Isso sempre tinha dado certo. Sempre manti certa distancia pois sabia que se me aproximasse demais de certos sentimentos acabaria sangrando ate morrer.
Ate voce aparecer.
Brotaram borbolatas no meu estomago, formigamento nas maos e constantes vacilos nos joelhos. Sou a pessoa mais incrive de tornozelos fracos que voce ja conheceu?
Espero que leia isso e entenda que minhas palavras escondem o que eu nao consigo representar em palavras.
Eu nao grito, eu escrevo.
E, alem do mais, de nada adiantaria gritar aos sete ventos que eu amo voce.
Nao escutaria.
Esta do outro lado do muro.
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