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sábado, 25 de janeiro de 2014

Além das plásticas e dos fios brancos

  As pessoas tem medo de envelhecer. Sim, todos nós temos tal temor. A partir do momento que as costas começam a doer, os joelhos não aguentam mais subir as escadas e as pele abaixo da axila começa a ficar flácida, todos procuramos um auxilio de alguma forma: academia, cremes, tinturas e plásticas. As opções são inúmeras, e os riscos são mortais. A queda de cabelo causa repulsa, os cabelos brancos causam medo e as artrites causam desespero.
   E os relacionamentos também envelhecem. Claro, cada aventura e experiencia ao seu tempo, o primeiro beijo, as mãos dadas, o primeiro sexo, a primeira noite juntos, as primeiras 24 horas juntos, a primeira viagem, tudo acaba sendo "velho" bem como nós vamos ficando. A monotonia consome nossos dias, as coisas não são mais assim tao fáceis. Contas, hipotecas, o preço da gasolina que não cabe nos nossos salários.
  Desprezamos os anos que passam quando a vida vai ficando difícil. Quando começa a se morar junto com alguém tudo é felicidade, mas depois de vários anos tirando os mesmo pares de meias do chão da sala (não que sejam os MESMOS, mas a metáfora ainda é válida) a gente fica cansado. E quer mudar, e quer reverter o tempo, e quer voltar no passado, e quer poder ter 21 anos novamente. E quer conhecer a mesma pessoa de novo, sentir tudo novamente, e ter todos os "primeiros" por uma segunda vez. Lembrar-se porque se apaixonaram, porque resolveram juntar as escovas, porque a vida está daquele jeito.
  A realidade é que somos muito hipócritas. Reclamamos de ter que envelhecer, mas é só porque não sabemos o prazer e a honra que é poder ficar velho ao lado de quem se ama.

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