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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ritmo Ridículo

   Olha, meu bem, convidar-te-ia para ver esse filme comigo, nesta tarde chuvosa, apenas para sentir sua respiração no meu ouvido, sentir teus lábios pressionando meus cabelos e tua barba roçando meu pescoço.
   Diga-me, meu menino, porque me olhas assim?
   Responda minhas perguntas, escute com atenção minhas respostas para as suas, e não analise demais antes de se entregar de cabeça, de corpo e de alma nesse amor que estamos vivendo. Não pense demais, sinta mais do que pode suportar dentro desse seu peito tão surrado pela vida, surrado pelas pessoas que você deixou, equivocadamente, entrar em sua rotina.
   Faça-me cócegas com sua barba mal feita, deixe-me dormir do seu lado com minhas camisetas compridas e shorts curtos, fique do meu lado quando eu precisar de um abraço, de um beijo na testa e de um aperto de mão bem forte.
  Ria do meu bom humor matutino. Reclame das minhas manias de te morder.
  Ame-me quando eu precisar, quando eu necessitar e, principalmente quando eu não merecer. Deixe-me amar-te assim também.
  E entra no ritmo ridículo das batidas do meu coração.

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