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domingo, 17 de novembro de 2013

Post-it

Hoje, na sua ausência e na minha necessidade de ir bem nas provas finais, eu passei a tarde estudando química. Eu sei, por que começar um texto falando da minha rotina chata que é estudar exatas? Mesmo pra quem ama números é horrível ler um poema, um verso, uma estrofe ou uma emenda qualquer sobre tal assunto. Explicarei:
  Hoje, na sua ausência e na minha necessidade de ir bem nas provas finais, eu passei a tarde estudando química. Peguei meus cadernos e enchi de post-it, aqueles papeizinhos coloridos que a gente usa pra marcar coisas importantes. E daí eu cansei de estudar, porque a gente sempre cansa de fazer algo que não gostamos. Em um momento de distração, eu escrevi o teu nome em um deles (no cor de rosa senão me engano), colei na tampa no meu notebook e fui almoçar, ver um episodio de “House” com minha mãe, acabei dormindo no sofá e acordei horas depois.
  Acordei e voltei aos meus estudos.
   Bateu uma duvida e abri o notebook pra resolvê-la. Eu vejo então o teu nome, escrito com minha letra mais caprichada e cercado por coraçõezinhos. Sorri comigo mesmo, e pensei em te mandar uma mensagem. Escrevi varias vezes e por fim nunca a enviei. Você nunca vai saber que isso aconteceu comigo. Nunca vai ter ideia de que minha mente, mesmo cansada, só pensa em você e no teu sorriso.
  Escrevi em um post-it e colei no meu coração: nunca falar disso pra você, nunca falar disso para ninguém. Mas sabe qual é a única coisa ruim dos post-its? É que com qualquer ventinho eles caem.
  Era pra ser segredo e agora o mundo já sabe.
   E eu não tenho mais post-its para lembrar-me de não dizer que te amo novamente.

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