Escrevi os
desejos que tinha, listando-os um por um, em letras cursivas e bem feitas num
pedaco de papel meio grafitado que minha mochila havia guardado. Lista de
desejos que começaram com seu nome e terminaram com ele também. Caprichei na
letra na esperança de que isso fizesse você aparecer pra mim.
Bobagem.
Esperei por
anos a fio e você teimava em escapar. Quer dizer, não era você, mas eu sentia
algo tão parecido com pré-destinacao com tantas pessoas que ate pensei que era você.
Mas não era.
E assim
passei meus anos, errando, errando, errando e errando mais um pouco.
Quando me
apaixonei por uma pessoa que era o que me completava acabei me ferrando – me completou
por demais que acabamos transbordando para longe um do outro. Depois foi a vez
de alguém que era a minha cara, mas éramos tão parecidos que tínhamos os mesmos
defeitos – e acredite, meus defeitos não são nada belos. Entao apelei e fui
para uma pessoa que era o oposto de mim: lacônica, reservada que chegava e me
deixar falando por horas a fio, no começo foi legal, mas senti que estava mais
sozinha do que nunca.
Merda, o
pior de tudo era dizer adeus todas as vezes e ter que partir para a próxima,
tendo que aguentar as chacotas e o que as pessoas falavam de mim, que eu sei
que não era pouco.
Como eu
iria saber que você eh você, se nem você sabe quem eu sou?
E se você estiver,
sei la, sentado por ai com uma alma que não eh a sua, dividindo a cama, os
sonhos e os pratos sujos com uma pessoa que te completa, que seja igual ou que
seja diferente? E se a gente, por ventura, nunca se encontrar?
Voce esta
errando todo o dia como eu estou? Porque se estiver será um consolo para uma
pobre alma atormentada.
E peco-te
um favor, quando vier não diga mais nada, apenas: “achei você.”, responderei, do
meu jeitinho,: “finalmente!”
Nenhum comentário:
Postar um comentário