Nao tem, eu afirmava, depois de tentar denovo e cair com a cara no chao mais uma vez. Eu soh vou me apaixonar denovo, amar denovo, querer denovo quando encontrar alguem que tenha os mesmo olhos que o dito cujo tinha.
Dificil, muito dificil, ate me deixou mais calma saber que nao precisaria olhar no fundo dos olhos de CADA pessoa que encontrasse, pensando que perderia o que poderia ser "o".
Foi indo dias, semanas, meses e o desejo de encontrar foi sendo substituido por coisas bem mais importantes, como outros livros, lugares, viajens e coisas a se aprender. Quando se tem muita coisa para sonhar e planjear nao se tem tempo de pensar bobagens.
E dai, ele veio. Claro, atracao eu senti, como oitenta por cento da populacao feminina que acaba conversando com o destruidor de coracoes que chega falando "gatinha" a torto e a direita, sem o intuito de ser pegador ou trovador, mas por ser assim de natureza. Amavel por natureza.
Uma paixaozinha, vai passar. Conversas vao, conversas vem, mas continua sendo uma paixaozinha. Veja bem: eu..... ELE, todo em caixa alta. Malditos hormonios.
Ate o bendito dia que fui encontra-lo na rua. A chuva torrencial tinha parado por alguns minutos, no exato tempo que nos encontramos e trocamos algumas palavras soltas e ideias revolucionarias. Normal. Quando a chuva recomecou seu destino e fomos nos despedir, foi que eu vi. Eu vi seus olhos. Nao soh a cor, mas a profundidade e a vida que ja tinha sido vivida. Eu vi os olhos dos meus sonhos.
E eu me perdi nesses olhos.
Merda de olhos!
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